O Diário de Teegoh – Semana 32

Semana passada, ainda disse em tom jocoso que para casar-me a mulher teria que ser quase que uma estátua. Questionaram-me os motivos para tal apelação com a vida. Disse que morreremos sozinhos, sem exceção, portanto qualquer busca por segurança não seria produtiva e que casamentos nada mais eram que acordos desesperados entre as pessoas para buscar um falso conforto. Evidentemente, ninguém concordou comigo e questionaram-me sobre o amor e sobre as demais coisas do gênero... Eu não quis mais discutir, pois percebi que eles não sabiam o que era o amor ou aquilo que eu sei ser amor é algo que ainda não foi alcançado por eles.

Meus colegas de classe são toleráveis, contudo. Apesar de mais parecerem peças pré-moldadas de gente. Sinto-me confortável com eles, eles são divertidos e não toleram algumas das coisas que eu não tolero também e, por mais que me sinto como se estivéssemos vivendo em planetas diferentes, há uma tolerável proximidade entre nós. Às vezes, sinto falta de ter alguém que me entenda. Sinto falta de Pierre... Principalmente neste momento, pois, em carta vinda do Brasil, com a letra de mim, recebi o anúncio: vou me casar.

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