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Mostrando postagens de Setembro, 2017

Pequenos fracassos

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Mesmo que se eu juntasse a minha mão junto a tua, e nossas ideias se alinhassem e nossas vontades se tornassem as mesmas, mesmo que tudo isso acontecesse em apenas o infinito de um instante. O espaço vazio que existe entre nós ainda seria a morada onde eu retornaria como meu porto de acalanto. 
Não existe qualquer possibilidade de sermos aquilo que nunca fomos um para o outro. Creio ter superado isso, mesmo ainda sentindo o ranço sabor das memórias que nunca pude construir. Mas não seria possível ser algo novo? A dor que me fiz sentir quando me despejou palavras de descaso tornaram-se resquícios de uma mágoa craquelada, disforme, sem brilho...sem nada.
Teria me tornado um vazo corroído pela necessidade do orgulho que, com o sal das marés e ventos, esculpiram lentamente a minha alma em múltiplos formatos de amargura? E, se em um momento fui vitimado pelas tuas esquizofrenias do sentir, não teria sido eu aquele quem escolhera tomar o veneno do rancor?
A misericórdia que me mantem vivo …