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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

O Diário de Teegoh – Semana 35

O certo se desfaz nas entrelinhas das monótonas festas parisienses. Enquanto os festejos formam-se por tolos e para tolos que se arraigam as danças. E Casais se formam. E Casais se casam. E a dança continua. Incessantemente. A semana se estendeu com as pessoas visitando-nos na casa de campo que eu não imaginava à nossa família pertencer. Estou ainda nos arredores de Paris, mas o habitual cheiro da merda dos porcos me entendia, pois é igual em qualquer lugar.
Contudo, não é todo dia que recebemos a visita de uma bruxa. Mas que minhas letras soam miúdas, pois a inquisição passou, mas a iminência da guerra ainda prospera por todo canto. Ela falou-nos sobre a culpa. Em tom firme e delicado ao mesmo tempo. Toda frase muito bem marcada ao sobrecarregar suas vogais abusadamente germânicas. Curioso apontar que foi a primeira vez que uma pecadora professou em apropriado tom o sabor de ser livre. Foi assim que a minha atenção ela ganhou. Precisamente ela, que pesa o olhar com o azul do inverno …

O teatro do desapego

Parte 1. Fenecer
Meu caro, esta voz que te condena poderia ser os agouros que as bridas do inseguro trouxeram, acomodadas e contidas, na noite que não encena
Eu não devo cair na indiferença quando as pétalas das tuas feridas tornam-se amalgamas transvestidas de palavras borradas em descrença
por isso, sobre um porém lhe falo posto que a vida não é um vaso vil de desmedidas idéias do vazio
e cujo silêncio tenta romper o elo da inconstância que presencio e então, não ser mais este luzidio
Parte 2. Asilar-se
Porém se o canto soar infinito, e partirem os proscritos prazeres quando os dos teus anjos apeares: meu pedido cingir, é o que cogito
Mas não espere um castelo já visto pois, por aqui, não há super-poderes nem perfeição, nem bons talheres: vivo entre o que sonho e o que sinto
Não é formado de promessas vagas tampouco de eternidades pacificas os meus tortos versos, digo, suplicas .
São montes das minhas letras gastas que teimam em criar umas rubricas e embrenhar tuas partes oníricas
Parte 3. Existir
Quando, e…