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Mostrando postagens de Fevereiro, 2018

O caso surreal do triste fim de uma resposta que não veio

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[PARTE 01]

A rainha estava quase ao meu lado, ela não usava chapéu e seus cabelos, que foram tingidos de prata pelo tempo, estavam perfeitamente alinhados com a sua postura de quem sabe o que representa. Eu ocupava lugar especial naquele evento de gala no salão vermelho. Eu estava no palco, junto da rainha e fazendo par com todas as pessoas importantes. Enquanto o evento acontecia, o qual pouco sei o motivo, eu reparava nas pessoas que ocupavam as primeiras fileiras do grande hall, em especial, a família, cuja moça de vestido simples azul, me chamara a atenção desde quando passava pelas filas de espera para adentrar àquele lugar.
Não se tratava de entender a língua que se falava no local. Não precisava entender as palavras, eu precisava apenas estar lá e aproveitar a oportunidade para conseguir desvendar o enigma da minha ignorância. No momento apropriado, tirei a grande tela do meu bolso, com o intuito de mostrá-la para a rainha. A pintura flutuava sem nenhum constrangimento, e some…

O Porvir

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Escolho o olhar perdido, a voz que falha e as frases incompletas de um abraço nunca dado. Pois percebo que os problemas que passei, assim como as conquistas e as perdas que compõem este caminho, fazem de mim um amalgama de gente, que luta contra a natureza obscena da perversão.

Mas não me entenda mal, não se trata de me sentir capaz de mudar o mundo à minha volta, ou sequer mudar o outro, seja lá quem ele o seja. Nesse caso, o inerente a minha existência se confunde ao etéreo do desejo, cujas vontades egoístas e mesquinhas, no momento seguinte, já deixaram de existir.

E o que sobra é a dúvida que mesma seus gosto do tempo com a saudade e a esperança de um novo reencontro comigo mesmo. Aquele que um dia amei ser.

Sou a necessidade dos encontros voluntariosos de olhares, assim como sou o errante da escolha e do pertencer a mim mesmo, aos meus comprometimentos. Sou a urgência do estético e da sinceridade, até no momento em que eles não sejam capazes de traduzir a sutiliza azeda da incomp…

Te ofereço minha adorável bagunça

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Então você se sentou ao meu lado, como se eu pudesse assim vislumbrar de perto tudo aquilo que venho a sonhar esses últimos meses. Enquanto mantivemos a casualidade da conversa, tentava esconder aquilo que não podia dar nome ainda, mas eu me sentia pateticamente indefeso perto de você, e assim o meu olhar fugia do seu. Mas, eu aproveitava esses espaços para tomar coragem e então conseguir voltar a olhar os seus olhos e saborear o gesto de como me via. Ainda é enigmático.
Fazia isso de propósito? A calmaria parecia te guiar dessa vez, e eu já não mais conseguia me esconder em qualquer vantagem que a idade supostamente me dera. Será que estava a me testar o quão vulnerável eu ficava frente ao desejo que sinto por você? Estava a tal ponto que meu corpo acendia e transbordava de calor e suor, mais pelo anseio do que por ser um dia veraneio.
Será que percebia tudo isso e queria então me ver ultrapassar a fronteira da libido que impulsionava as palavras da concretização de um toque ou do p…