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Mostrando postagens de Janeiro, 2008

As borboletas que só eu vejo, e não vejo.

Hoje algo me diz que não devo olhar o mundo sem antes entender as estrelas. Por isso hoje decidi dar uma chance a mim mesmo, afinal os “ontem's” podem apenas terem sido momentos de descontentamento; momentos de soprar a poeira e perceber que o pior não é estar num presente ou passado/ futuro, mas sim viver no tempo do se...

Não quero mais ser rude com as pessoas... Não quero tocar o breu e a solidão do mais frio terminal... Não quero mais pensar que não devo ter esperança...

Ainda sinto o frio do meu corpo... sinto a aspereza das minhas palavras e a combustão em meu olhar... talvez ainda demore um tempo para essa situação ser de um outro modo, talvez nunca mude... contudo meu coração voltou a bater.

O Lamento de quem vos fala

E quando se pensava que o fim não portava-se como fim, mas sem com isso perder o gosto de se dizer que em algum lugar chegou, penso que tudo está perdido.

Não há passado que me toca. O futuro não existe e nunca existiu... ele é apenas uma invenção do homem tolo a pregar peças em tolos homens como eu. O presente é uma redoma de dor e sofrimento cujo único gosto capaz de me fazer sentir é a do ranço entardecer e perceber que mais um dia se fora e eu nada mudei... nada aconteceu... nada... simplesmente nada!

Mas, se eu analiso o meu enredo percebo que tudo aconteceu... será que tudo e nada são a mesma coisa? Será que o tudo não tem sentido, por isso ele é o nada?

Mas as flores continuaram nos jardins e as gotas de chuva arrastam arvores fortes nessa época do ano... Junto com as árvores vão os meus amores secretos e minhas juras desesperadas... fica apenas o pó... aquilo que nem eu mesmo consigo perceber algo de bom no espelho...

No entanto, este canto não é um desespero que vai cavalgando po…

Que tal esquecer?

Contudo, se o tempo parasse neste instante, talvez eu procuraria os centavos que deixei para as balas e outros doces, pois o meu futuro é incerto e, infelizmente, hoje eu o sinto de forma perturbadora.

Pois do que fale o tudo que sei? O tudo que eu sei não é nada! E o meu nada nem me qualifica para ser confiante! As pessoas dizem isso... eu penso aquilo... eu tenho medo do que pode vir, não sei se estou preparado para olhar para frente e encarar os quarenta que, se eu bobear e entrar na carroça do tempo, os quarenta tornar-se-ão quatrocentos e outros tantos mais...

Não posso voltar, simplesmente! Mas percebo-me a procurar saídas tangenciais e não sei até quando isso vai calhar... Será que é isso? Será que é assim que a minha vida finalmente toma seu curso?

Os outros perguntam-me sobre os pés descalços. Outros questionam o rosto barbado, mas ninguém sabe o que acontece comigo... ninguém imagina que eu estou a sofrer bastante e hoje, desculpe-me as almas preocupadas com este insano rapaz, …

Meus Olhos

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Meus olhos, aqueles que carregam a dor e a verdade que só eu vejo. saturam em si o gosto da vida sem se esquecer das feridas de outrora. Contudo são as cicatrizes das feridas que ele mais se orgulha, afinal se estas vivo neste momento és porque vivenciou o mundo, soube olhar a dor e dizer com desdém e até um certo ar maroto que nada é maior que o amor que tenho no peito pela vida

Meus olhos, aqueles que impregnam e marcam as rasteiras do tempo, já vejo as marcas dos segundos resplandecerem o instante caído, mas vejo também a sabedoria que me trouxe a confiança em ver que é com o orvalho das noites escuras e frias que brotam as folhas e flores do alvorecer cantante. Se chamas pela vida, então olhe nos meus olhos, por favor.

Meus olhos, aqueles que demarcam minhas palavras. Que mistificam minhas crenças e em meus íntimos momentos deliram o sabor doce dos beijos e palavras. Sinto a vida! E meus olhos são espelhos de mil facetas... você vê o melhor de mim e vê também o pior de mim... você v…

Nossas promessas

Era tarde... ele não poderia mais atender o meu telefonema... estava a dormir quando, desesperadamente tentei falar um “oi”, ouvir a voz dele... sentir que ele esta bem! Mas não consigo completar a ligação... ele não pode me atender no momento... Amanhã talvez ele possa atender... ou alguma notícia chegue até mim.

Ele vai ficar bom! Ele vai sobreviver... Ele disse que queria me conhecer...

Ele vai ficar bom!

O mundo ainda não é bom o bastante! O mundo precisa dele! Eu preciso dele! Preciso muito! Ele prometeu!

Eu rezo, para uma recuperação rápida!

Meu Deus, isso parece ser tão injusto! Mas eu não sei nem o que questionar... Afinal, ele foi um herói... ele se arriscou para salvar um desconhecido... estou muito orgulhoso por ele agir desse modo... Ainda vou ter a oportunidade de abraçá-lo, para demonstrar o meu orgulho por ele ser um herói, mas vou também dar-lhe um acoite, pois até os heróis tem que ser precavidos...

Ainda vamos conversar muito, neste momento, apenas descanse enquanto eu rez…