Tarde do meu viver

Que saudade é essa?
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Que saudade é essa? Ela tem nome, corpo, cheiro...? Ou sou apenas eu mesmo cultivando meus fantasmas nesta tarde sem graça?
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Que saudade é essa? Que parece doer mais do que uma perda... ela é clara, límpida, como uma hipotética certeza. Ela faz das horas, brinquedo de gente grande; faz de mim, marionete de incertezas.
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Que saudade é essa? Pungente e arrebatadora, sem piedade alguma! Conta para todos por aqui, em seu intimo quarto de recordações, aqueles momentos que aconteceram mas, sobretudo, aqueles momentos que tanto almejamos um dia vivenciar, seja no gozo da cumplicidade ou nas lágrimas do adeus.
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Que saudade é essa? Já não me sinto eu mesmo. Saudade que faz lembrar quanto o amo e quando sinto por não dividir essa tarde contigo. Será que um dia nossos caminhos se findaram no mesmo corredor, ou teremos que mergulhar no mar das incertezas para que então, no acaso intencionado, nos encontraremos por um instante verdadeiro? Estou cansado, mas não consigo dormir, não consigo pensar em algo... apenas sinto saudades de ti.
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Que saudade é essa?

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