O Diário de Teegoh - Semana 10

Depois do caos, o silêncio brotou como a mãe que ergue o filho acidentado. Ele cuida de cada centímetro de destruição e alimenta as idéias da ira. Depois do fogo, que leva pra sempre todas as cores, brota a indignação e as perguntas nunca respondidas. Eles atacaram: jovens idealistas de uma luz que brilha de trevas e destruição.

Não houve reação, e os revolucionários voltaram ilesos, assim como do lado de lá ninguém se feriu. Mas, todos feriram mortalmente suas almas. Nem os meus amigos eram os mesmos... Seus olhos eram vermelhos, como fogo vivo; estavam eufóricos, possuídos por demônios que não acredito existirem. Não tive medo deles, tive pena, contudo. Homens perdidos em seus defeitos mais bárbaros e irracionais.

Mas, foi bom vê-los de volta. E, se eu acreditasse em milagres, diria que a chuva daquela noite tensa de lua cheia foi divinamente providenciada para lavar os tolos soldados de nada de toda aquela ira. Aos poucos, todos no grande pátio da academia, despiram-se de suas fardas de honra e postura e voltaram a ser humanos... nus... iguais perante todos... apenas humanos... Falta-me apenas encontrar Pierre. Enfim. Teegoh

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