O Diário de Teegoh - Semana 07

Eu sempre vivi enterrado na minha solidão. Tinha como certo que não sentiria falta de companhia alguma. Os livros, sempre foram meus amigos e quando eu queria um pouco de palpitação em minhas veias, não era difícil bancar o agente da discórdia lá nas terras de onde venho. Se bem que quase nunca precisei assumir tal papel, na verdade, até onde me lembro, esse tipo de peripécia deixou de acontecer quando eu perdi o último dente-de-leite. Depois de então, o espírito da confusão parece ter se corporificado, mesmo em matéria de não matéria (como um fantasma mesmo), e ele tem como motivo de seu viver poupar-me de procurar o que nem sempre quero achar.

Mas, de um modo ou de outro, sinto que minha vida só começou no momento em que coloquei os meus pés na capital. É como se eu tivesse uma segunda chance: minhas palavras não causavam mais estranhamento. Parece que me vêem agora! O difícil é acostumar-me com essas novas vestimentas, afinal para quem se criou sob o manto de um ser abominável e ameaçador aos bons costumes, e, portanto, digno de isolamento (que, para mim sempre foi muito bem visto), uma nova perspectiva requer novos aparatos.

Mas o mais absurdo e improvável, aconteceu de modo interessante! Até começo achar muito interessante a idéia de se ter e ser um “amigo”. No meio dessa confusão que anda sendo as semanas por aqui, poder contar com um cúmplice me parece ser muito interessante. A morte parece rondar-nos, na academia, de modo sorrateiro, mas eu a percebo claramente e ele é um pouco avoado demais... não sei bem os motivos, mas acho que formamos uma boa dupla. Enfim. Tegooh.

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