O Diário de Teegoh – Semana 17

Cumprindo as funções burocráticas desse recinto de danação só sinto a morte através do cheiro de sangue pobre vindo através dos ventos secos ou impregnado nas fardas de soldados que, por ventura, vêem até mim com uma ignorância infra-humana.

Mas, mais sujos que os sapatos dos imbecis são os papéis que tenho que lidar. O comandante desse alojamento mal sabe ler, o que não me surpreender, afinal esse trabalho é para qualquer besta insana, não para um homem. Mesmo assim, quase nada tenho acesso. Geralmente pedem para traduzir algum folheto do inglês ou francês, pois pensam que são mensagens escondidas do grupo revolucionário.

São armas para porcos sedentos por sangue. Porcos que fazem dos seus dias, composições de harmoniosas regências para uma sociedade caótica. Excrementos da sociedade brincando de dançar com debutantes em salões de corpos dos idealistas, que também são tão radicais quanto. Enfim, T.

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