Cavaleiro da Perfeição (parte 2)

Busco um pouco de paz dentro dos livros, pois em mim só há consternação. As músicas tocam o meu coração. Lágrimas me acompanham, em um ritual solitário.

Um banquete comigo mesmo. Sem regras, sem piedade... apenas a insipiente realidade de mais um bizarro dia confrontando-se com meus temores e desejos.

Não sei mais nada de ti. Não parece eu ser parte da tua existência. Não me assolaria tanto a solidão que sinto no meu peito, posto que sua força não tivesse sido o resultado dessa insuportável sensação de abandono.

Havia aprendido a lidar com os meus fantasmas e incoerências. O amor que vivia no meu peito era para os livros e ilusões. Mas você veio a mim, de mansinho... construímos uma história. Meio estranha para alguns e talvez incompleta para outros, mas é a nossa história.

Por que tenho a sensação que a nossa história é apenas mais uma entre os livros da estante empoeirada do poeta morto? Será que tudo isso não foi real? Foi um ensaio tosco de uma mente insana, que deixou se levar por um mundo e agora nem ao menos decorre aos seus próprios instintos de preservação?

Noite chuvosa. Gritos que ouço de longe... mas o que me atormenta a ponto de me tirar o sono é nem ao menos ter a possibilidade de ouvir a sua voz.

Comentários

Anônimo disse…
Trabalho tão belo, tão sentido. Mesmo. Faz tempo que te leio. Esse ritual é dentro de ti, és tu que lhe das as regras que queres dar, é o teu mundo, o mundo que configuras pelas formas do teu sentir. Como se pode saber acerca do outro se esse mesmo outro não colabora? Se foge, se não diz nada? Complicado. Desilusão... criaste a ilusão. Mas aprendes. Eu também. Cada qual faz a sua história e o tempo tudo transporta até ao pó da estante que continua empoeirada. Agora vou dormir. Repito que gostei mesmo.
Parabens e abraço.
Eu

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