Que tal esquecer?

Contudo, se o tempo parasse neste instante, talvez eu procuraria os centavos que deixei para as balas e outros doces, pois o meu futuro é incerto e, infelizmente, hoje eu o sinto de forma perturbadora.

Pois do que fale o tudo que sei? O tudo que eu sei não é nada! E o meu nada nem me qualifica para ser confiante! As pessoas dizem isso... eu penso aquilo... eu tenho medo do que pode vir, não sei se estou preparado para olhar para frente e encarar os quarenta que, se eu bobear e entrar na carroça do tempo, os quarenta tornar-se-ão quatrocentos e outros tantos mais...

Não posso voltar, simplesmente! Mas percebo-me a procurar saídas tangenciais e não sei até quando isso vai calhar... Será que é isso? Será que é assim que a minha vida finalmente toma seu curso?

Os outros perguntam-me sobre os pés descalços. Outros questionam o rosto barbado, mas ninguém sabe o que acontece comigo... ninguém imagina que eu estou a sofrer bastante e hoje, desculpe-me as almas preocupadas com este insano rapaz, minha vontade é fugir de tudo, para outro lugar.

Não quero mais saber de dor, mas para isso deixarei o amor e talvez assim eu possa ser a inércia do mundo. Talvez é isso que eu precise! Ou talvez, ao deitar-me esta noite morbidamente quente e irritante eu receba a visita de um anjo sabichão que caçoe o meu mundo... Talvez eu fuja de novo para o meu castelo... ainda sinto o cheiro das pedras frias que constituem as paredes e palavras de um descontinuado desesperado.

E, o que sou? Se sou feliz? Quero que tudo durma e eu também!

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