Barcos Flutuantes Nos Mares Tão Mal Navegados

Jovens apaixonados, que procuram nesses grandes mares um pouco de calmaria e sossego, digo a vós, com sinceridade: não desistas!

São essas tempestades que, às vezes nos levam As ilhas virgens, e lá há de encontrar ninfas e água doce. Há de encontrar também um abraço terno, o conforto das palavras e o descanso para a carne, que carregas os pecados desse mundo injustamente, por amar do modo que amas, mesmo sendo esse amor a coisa mais bela do mundo.

Na melancolia de uma noite, não importa se estava eu ou não acompanhado por pesadelos ou alucinações, cheguei ao seu mar. Um recanto de palavras doces, onde encontrei enfim, uma pousada para descansar essas pernas tentam caminhar, mesmo sem saber ao certo se estão no caminho certo.

Pois de minha parte pouco gentil seria se ao menos eu não deixasse naquele lugar um sinal de agradecimento. Foi então, que com boquejo de algumas palavras me despedi com um sinal de paz.

Hei de voltar por aquelas bandas mais vezes, não haveria mais descontinuado algum se, por vezes, não esbarrasse nas barreiras flutuantes de outros mundos. Só então poderia levar um forasteiro, de fala diferente para conhecer um dos quartos do castelo. Mas diria o que eu, se a timidez guarda as palavras no afinco da garganta? Apenas fui capaz de encostar a porta e aguardar o destino agir e provar então que não são os meus pecados, dos mais inquisitórios para não poder desfrutar d’um pouco de paz.

E lá estava tu, a flutuar, como disseres mudamente, em minhas palavras. Estava tu a traçar o meu contorno e julgar os sonhos de um jovem rapaz que apaixonado está: que desesperado para viver está!

Mas, a música que ouvi não deve ter sido ao acaso. Foram os bons anjos que a trouxeram, como uma dádiva para então alegrar meus ouvidos que estavam cansados de se enclausurar nos tormentos da insegurança.

Não ousaria eu tentar explicar ou ao menos justificar esse momento. Acho esta nunca foi à intenção. Apenas sinto, e deixo as ilusões buscarem caminhos mais bonitos, como os das primaveras. Se eu sou o inverno, seria então aquele que procura os dias curtos, para então eu mudar para o outro lado do rio.

Para tanto, deixo a minha versão da música que já tocou meu coração desde antes desses momentos. E, por fim, queria apenas dizer: obrigado!

E foi uma correnteza flutuante, um ar daqueles que te ensina silenciosamente que há mais coisas nesse mundo além do que aquilo que os olhos podem ver. Não sei como cheguei a navegar por aqueles mares, sei apenas que de lá, nunca mais quero sair.
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