Retalhos de um dia


Das destrezas, as alegrias se fizeram entre os caminhos ordinários do querer bem. Inventaram-se ao gosto do inconsciente e transformaram-se em você, meu delineado do desejo.

Lá estava ele ou eu, não importa. Lá estava a vontade de um que era suficiente para dois. As linhas eram tênues, havia aquela juvenil curiosidade pelo outro. E isso era recíproco. Uma vil armadilha para aquele que preso está na própria solidão.

Alimentadas foram as vontades secretas com o mais puro dos elixires possíveis. Mesmo que em folha de papel branco as letras frias em azul noturno já descreviam o fracasso. Acreditar na esperança da possibilidade da mudança foi um ato patético de ingenuidade.

Deixa estar. Um dia há de haver uma ternura que me vista. A paciência em forma de taça carrega o vinho amanhecido. É o que tenho para essa noite. Nada mais.

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