Outro Lado

Eu sei... muita coisa passou. Hoje acho que não sou quem esperavas.
Não sou mais o mesmo... não teve jeito, o tempo também por mim passou.
Também por ti ele passou! Foi quando aprendi a ver a tua relíquia.
Se ao menos eu pudesse te dizer, mas me custa acreditar no que vejo.

Pode falar... não há mais em mim aquele encanto indescritível,
Ou aquele conjunto de ingênuos acordes que criamos sobre nós mesmos.
Em algum momento uma idéia etérea fora destruída pela realidade cotidiana,
Ou então até daquilo que mais acreditávamos, perdeu-se em um lugar qualquer.

Mas, eu acho que talvez eu estive muito errado ultimamente.
Andei por ai. Tentei encontrar-te, mas agora vejo que não achei nada.
Devo ter me perdido em algum momento, talvez por desatenção,
ou por algum outro motivo banal. O que dizer? Ou melhor, o que fazer agora?

Será que o acaso quisera apenas passar seu tempo a pentelhar um desventurado?
Deram-me flores perfumadas, que recebi com muita cautela. Tive medo!
Mas, aos poucos fui me abrindo para aquele delicioso perfume de palavras.
E eu, entorpecido por tanta beleza, caminhei no Olímpio. Sorri, enfim...

De fato, aquelas flores não tinham espinhos. Eram belas e de suaves cuidados.
Foi então que a integridade de um sonhador banhou-se na fonte da esperança.
Mas apenas até retomar à realidade e perceber que entrava em um pesadelo...
E teimar com o intocável, não é mais algo que sinto ser possível.

Enfim...
Sair por ai já não basta mais para mim,
afinal, não vou encontrá-lo.
Talvez?

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