Fosse o mundo meu, e um pouco de alegria
depositaria em cada alma solitária
E então, os adormecidos sonhos de
outrora despertar-se-iam ao amanhecer
Acompanhando a alvorada dos homens
A festa do jubileu, a preparar estaríamos,
na primavera da era imortal
Cujo amor, plantado no inferno
da mais profunda melancolia, floresce
E os vasos varonis preparam-se para o coito
Sim! É a aurora sob os sons das trombetas
a anunciar o sabor do verão
Clama na astucia jovial o gesto dos beijos livres
a dançar entre os lábios
Já não é sem tempo, e a vida, enfim, é plena!
Mas o silencioso tom alaranjado
tinge os contornos dos nus ao céu
Como um traquinas a desafiar
a jovialidade efêmera, cai-nos o outono.
E, sem mais delonga, rouba-nos a precisão dos atos.
Fosse o mundo meu, e um pouco de alegria
depositaria em cada alma solitária
Pois reconhecer as estações da vida
não nos torna responsáveis pela finitude
Tampouco somos donos do desejo de jovem ser...
Para sempre.
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