Aos meninos que um dia conheci, nos bares e cantorias dessa estrada sem fim e àqueles que ainda hão de entrecruzar estes devaneios solitários, dedico essa minha centésima postagem. Aos meninos que já me viram chorar, que riram comigo e já comeram uma batata assada num entardecer qualquer, onde sem delongas dissemos o que antes não diríamos nem para nós mesmos, com tamanha facilidade que surpreenderia até os mais liberais. Àqueles que, as palavras não bastando para expressar tamanha euforia de se sentir vivo, coisas transcendentais transubstancializaram o mais tenebroso e mais belo de nós mesmos: os nossos sentimentos. Não bastando tentar conter a contida dor do ser, dispara e arrebenta o gozo dos anjos, os corpos únicos, nus, unidos para sempre num ciclo empírio... a vida aflora... as lágrimas enlouquecem o proibido e questionam o convencional. Aos meninos inexistentes, aqueles dias de conversas intermináveis na internet onde apenas não se falava do banal, pois até um simples “...
Oi. Já há algum tempo queria escrever algo para esse lugar que considero mágico. Confesso que nessas longas semanas meu tato para a escrita esteve bem aguçado. Exasperado demais diria eu, o suficiente para não achar apropriado colocar no meu refúgio tais palavras, as quais guardarei na eternidade até que a coragem (ou vontade) deixe-me dá-lhes vida. Dos meus sonhos, das minhas atitudes e meus medos, quase tudo queria dividir com as pessoas, mas não me sinto bom para isso, ao contrário, acho que tudo que digo são apenas fugas, coisas que queria dizer para mim mesmo e não tenho coragem, coisas que queria assumir e não posso. Caros amigos, nobres desconhecidos de si mesmos assim como eu, das minhas palavras retiro apenas os erros de português (que tanto lutam em mostrar-me tamanha pequenez é a minha pessoa), o restante é para que os descontinuados não percam a criança. Até logo, ou não. Juan _____________________________ Parece que em tudo aquele que acreditava, hoje não acredito mais. Ta...
Nunca pensei que o mundo fosse um lugar grande. Mas, eu ainda achava que haveriam lugares anônimos o suficiente para só cruzarmos com olhos nunca vistos antes. Porém, momentos como este que contarei fazem com que eu me perceba tão insolente e ingênuo. Naquela tarde banal, enquanto tomava um café banal, em um lugar banal, eu escrevia neste caderno. Eis que avisto um rapaz dirigindo-se à minha direção. Entendi as nuanças de Manet neste instante. Mas, a imagem a se formar não conferia com as paisagens bucólicas do pintor. Estou em Paris. O que deveria eu esperar? Nunca mais ver os rostos ou os fantasmas de além-mar? Paris é a casa de formação para os burgueses de lá! Quando não, é a casa de campo, o jardim de inverno ou qualquer outra banalidade! Quantas banalidades! Há muito tempo não sentia o meu coração acelerar. Lá estava ele... tão real! Não soube por um raro momento se levantava e corria naquela direção ou para uma oposta. Permaneci sentado. Plácido. Ele sentou-se na cadeira à minha...
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