Oi. Já há algum tempo queria escrever algo para esse lugar que considero mágico. Confesso que nessas longas semanas meu tato para a escrita esteve bem aguçado. Exasperado demais diria eu, o suficiente para não achar apropriado colocar no meu refúgio tais palavras, as quais guardarei na eternidade até que a coragem (ou vontade) deixe-me dá-lhes vida. Dos meus sonhos, das minhas atitudes e meus medos, quase tudo queria dividir com as pessoas, mas não me sinto bom para isso, ao contrário, acho que tudo que digo são apenas fugas, coisas que queria dizer para mim mesmo e não tenho coragem, coisas que queria assumir e não posso. Caros amigos, nobres desconhecidos de si mesmos assim como eu, das minhas palavras retiro apenas os erros de português (que tanto lutam em mostrar-me tamanha pequenez é a minha pessoa), o restante é para que os descontinuados não percam a criança. Até logo, ou não. Juan _____________________________ Parece que em tudo aquele que acreditava, hoje não acredito mais. Ta...
Aos meninos que um dia conheci, nos bares e cantorias dessa estrada sem fim e àqueles que ainda hão de entrecruzar estes devaneios solitários, dedico essa minha centésima postagem. Aos meninos que já me viram chorar, que riram comigo e já comeram uma batata assada num entardecer qualquer, onde sem delongas dissemos o que antes não diríamos nem para nós mesmos, com tamanha facilidade que surpreenderia até os mais liberais. Àqueles que, as palavras não bastando para expressar tamanha euforia de se sentir vivo, coisas transcendentais transubstancializaram o mais tenebroso e mais belo de nós mesmos: os nossos sentimentos. Não bastando tentar conter a contida dor do ser, dispara e arrebenta o gozo dos anjos, os corpos únicos, nus, unidos para sempre num ciclo empírio... a vida aflora... as lágrimas enlouquecem o proibido e questionam o convencional. Aos meninos inexistentes, aqueles dias de conversas intermináveis na internet onde apenas não se falava do banal, pois até um simples “...
Sei lá... Nunca me pareceu tão mais certo começar uma mensagem com um “sei lá”.Talvez porque essa seja a forma de expressar o que estou sentindo. No fundo é uma insistente batalha de dez mil sentimentos, que só me deixam mais desnorteado. Até então tudo estava bem, mas que, por motivos que não devo colocar nessa fatídica mensagem, o mundo decidiu eclodir por pressão de uma insanidade egocêntrica e pérfida. O que me resta são os sonhos. Pois apagaram tudo! Apagaram as minhas esperanças. Apagaram as minhas vontades e, de repente, o que me restava era uma fuga quase como a de um marginal. A sensação maior é a da decepção. Dói mais que um tapa na cara (que eu levei!). Dói mais que os insultos e calamidades (que eu ouvi!). Dói mais que a inércia dos amigos (que tive que superar quase que instantaneamente). Pois a decepção é geral: de repente, o mundo estava em fuligens de poluição, de repente, não sabia para onde ir ou com quem conversar... Ainda bem que isso por um instante, não sabia de f...
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