Sorry, I'm so sorry.

Teremos sempre essa vida... conquistas, nem tantas. Perdas... estas serão muitas, o tempo todo. É uma violência silenciosa, que arrasta nossos minutos e nos auto-mutilamos ao lembrar do amigo que já não mais está perto. Ao lembrar daqueles que se foram para sempre e daqueles que ainda por ai estão, mas se foram também para sempre.


Me dói lembrar de ti e não ter coragem de dizer que foste um amigo especial. E neste momento que talvez pudesse eu te dar um abraço ou uma palavra de conforto, mesmo que ela fosse ilusória, não tive coragem nem de se quer permitir-me pensar na dor que está a sentir.

Você que agora quase um homem é, teve que aprender com uma dor imensurável como é a face da despedida... não parece restar esperança e o que nos sobra não nada além do que um imenso vazio... Nossas lembranças nos reconfortam ao fazer com que lembremos do que se foi passado, mesmo os momentos chatos.


Mesmo nas trucadas circunstancias onde o gesto fora muito mais pulsante, a sensação deve ser, neste momento, de que não houve tempo suficiente para dizer tudo o que se queria dizer... de dizer o tanto que o amava... Ele se foi... e se um dia o reencontrará, não se sabe, não se tem certeza... só se sabe aquilo que crê.


Pego as palavras e as deixo aqui... jogadas neste silencio pois pra ele nunca as direi e morrerei com esta angustia. Mas isso não é nada perto da dar de ser tão medíocre a ponto de me curvar frente as regras do mundo e não poder te dizer nem um singelo porém sincero sinto muito.

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