Fim do Verão

Você me fala sobre o tempo... o silêncio e sobre as palavras que nunca serão ditas... Afinal o que devo fazer eu? A distância separa, dilacera e restringe o meu ser, mas nunca que ousaria nem se quer tentar fechar os olhos do meu espírito para as coisas que sinto. O que sinto é forte, terrivelmente alento aos mínimos segundos que se passam no escuro desse vácuo.

Sinto sim! Sinto e muito pelas gotas plácidas destes amanheceres... Mas talvez seja isso: tenha eu que aprender que o que me resta é apenas esperar e olhar para céu, contar às estrelas minhas aflições íntimas e gozar o pranto da melancolia, pois a ansiedade as vezes consome minha ponderação e eu aos prantos me deixo guiar por ruelas escuras...

Sinto sim, vejo logo ali uma encruzilhada neste meu caminho. Ontem tentei amenizar ao retirar algumas pedras e tristezas, mas nem sempre pareciam ser tão pesadas como dessa última vez...

Confio por isso aposto e tenho a esperança que tudo chegue onde deve se chegar ou, ao menos, que tenhamos uma árvore ou um teto esburacado para nos proteger das chuvas do fim do verão.

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