Você e Eu = Nós (???)

Porque as coisas nunca podem significar apenas o que os olhos vêem? Porque é que sempre tem que ter uma, duas três ou mil outras mensagens por trás de um objeto, veja bem de apenas um objeto, ou nem isso, de um cheiro ou de uma música.
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Algum dia você acordou e se sentiu extremamente feliz e satisfeito até você sentir aquele cheiro ou ouvir aquela maldita música que te fez lembrar daquele certo alguém especial?
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Ou você já foi em um lugar para passar um tempinho legal e acaba desabando nas voltas que a vida dá?
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Hoje eu acho que foi o dia feito para se relembrar algumas coisas. Bom, pelo menos para mim foi... Não estou querendo dizer dos grandes acontecimentos do passado não, nada de que ocuparia com destaque normalmente a memória consciente, mas sim aqueles pequenos gestos, pequenos atos de um tempo que parece remoto, mas que, porém às vezes aparecem na sua cabeça com tamanha força e clareza que te deixa no mínimo atormentado, primeiro porque você vê que não tem mais 11 ou 12 anos de idade (agente vai ficando velho); segundo algumas coisas que para você eram extremamente importantes, hoje mal residem em sua vida.
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É difícil entender como a gente perde e ganha costumes em tão pouco tempo, como agente perde e ganha amigos na mesma velocidade ou, senão, até mais rápido, como se fossem objetos que se descartam facilmente assim como tudo o que foi passado em companhia daquela ou daquelas pessoas. Mas, infelizmente agente não perde os valores que conservamos com tanta facilidade e nem, ao menos, as marcas do passado.
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Hoje eu fui à pizzaria com minha família. Lá percebi que a três mesas depois da nossa havia um grupo de garotos sozinhos (sem os pais). Puxa, na hora lembrei que fazia a mesma coisa quando tinha a idade deles, isso me deixou contentem, nem sei bem explicar porque me senti assim. Era muito bom aqueles fins de semana, onde agente saia por ai “sozinhos” e fazíamos bagunça pra caramba. Nó, uma das piores era quando estourávamos aqueles saquinhos dos talheres e as pessoas nos olhavam com cara de censura, mas tinha outras coisas que aprontávamos que não vou relatar aqui para não transformar isso em um “guia de como atormentar as pessoas na pizzaria”. Depois de tudo, ainda íamos pra praça (sabe como é né, cidade do interior...) e ficávamos lá por mais um tempo zoando. É claro que os garotos da mesa de hoje estavam bem mais comportados do que em relação a nós de antes.
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O que eu acho pior meu, é que não converso com mais ninguém do povo daquela época, mal se ouve um oi às vezes, ainda bem de longe e friamente... Isso é bem chato. Talvez eu pensei ainda mais nisso não pelos amigos que tive na infância, você sabe como é né, agente muda de casa, de escola, depois vem faculdade e agente muda de cidade, é meio que natural agente perder os amigos de infância, eu acho. Mas agora vejo que há vulnerabilidade com os amigo de hoje é exatamente igual aos do passado. Será que nós somos assim mesmo, isto é, sempre trocando de pessoas como se fossemos um bando de objetos de brechó onde de tempos em tempos nós nos trocamos?? Será que não há ninguém que esteja acima das causalidades da vida e que supere o tempo??
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Não quero escrever o que concluo sobre isso...

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