Eles estão por aí

Era apenas uma manhã ordinária, cuja necessidade se resumia em terminar o dia sem me preocupar em fruir os prazeres dos inócuos momentos. Fui levado pelo imaginar de que estar ao seu lado me tornaria a cor que complementa. Aquela capaz de lançar os teus desejos à um compromisso de dizimar o quase niilista desgosto do existir.

Apesar dos despretensiosos traços serem capazes de gerar obras belíssimas, é na intenção que se explicita tua maestria. Ao passo em que mergulhei na escolha de você, meu corpo se encheu de desejo em sentir tua lisa pele sob a minha, e um gozo compartilhado se tornar nossa prerrogativa.

Tuas palavras, mesmo aquelas lançadas e filtradas pela distância física, me despertavam a veleidade de te tocar e conduzir de modo anárquico os disparates do sonho. Ser teu - eu pensava – tornou-se necessidade, uma vez que a vida só não me basta.

Mas, o caminho do desejo é uma armadilha, pois não poupa meu corpo do massacre da dúvida, tampouco deu garantia de um recompensador fim. Ele se torna perigoso com cada passo dado à tua direção. Pois, inebriado deste rubro humor, não me cabe ser nada além do que vulnerável. 

Porém, os louros não vão para o meu eu destemido. Ao cantar o amor romântico a você não nego que minhas partes se inflam de vontade de seguir os caprichos da libido, pois “o corpo busca aquilo que foi ferido por amor a mente. ” Meu pulso é teu ritmo, teu ritmo torna-se aquilo que almejo beijar continuadamente.

Espero. Pois desistir é algo que desconheço. Mas vivo e rogo para o tempo, do mesmo tempo que os pagãos faziam nos seus momentos de desespero: que ele seja gentil conosco.  Quando calhar o gesto dos sentidos ou desejos, me chame de teu. Os teus sentimentos.... Eles estão por aí.

Adam Chuck
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